VALE A PENA RELEMBRAR – COM QUEIMADURAS DE SEGUNDO GRAU SAMBOU ATÉ O FINAL

Em 2006 a Mocidade Alegre/SP mostrava na avenida a história do rio São Francisco por meio da memória indígena. Na cultura dos índios, o rio formou-se devido às lágrimas da bela Iaty, que chorou de saudade do amado que estava em uma guerra. Tudo ia bem e o ápice era uma apresentação no recuo da bateria, onde um grupo coreográfico após meses de ensaios, faria uma apresentação junto da rainha de bateria Nani Monteiro.

Com apenas 20 minutos na passarela, ocorre o acidente quando o adereço de cabeça usado por Nani, com efeito especial de fogos de artifício, incendiou durante o desfile no Sambódromo do Anhembi.
Os bombeiros custaram a agir, por pensaram que o clarão ocasionado pelo efeito especial fazia parte da coreografia da escola.

A beldade sofreu um acidente na passarela do samba. Nani teve parte da cabeça, do braço e do nariz queimados por fogos de artifício, que faziam parte do efeito especial de sua fantasia.Enquanto a bateria da escola estava no recuo, Nani foi atendida em uma ambulância à beira da avenida.
Apos os primeiros socorros, fez questão de voltar ao desfile, mesmo com os ferimentos. Ela não queria prejudicar a escola no quesito evolução. Com a mão enfaixada, continuou até a dispersão. Chegou chorando de dor e foi levada com queimaduras ao Hospital do Mandaqui.

Segundo o médico que a atendeu, Nani teve queimaduras de primeiro e segundo graus nas mãos, no braço e na testa. Ela passou a tarde sedada e ficaria a noite no local sob observação.

“Continuei por mais 45 minutos com a mão queimada e ferimentos mais leves no rosto e na cabeça. Foi horrível porque o sambista se prepara para levar alegria para o carnaval e eu não aceitava que aquilo estivesse acontecendo comigo. Foi terrível! Mas, continuei até o final, porque toda hora eu ia num canto e molhava as queimaduras”, e acrescenta: “Era Deus, aquele bombeiro que conseguiu me puxar. O que eu não consegui tirar com vários puxões, ele (bombeiro) conseguiu com um puxão só.”, disse Nani sobre o bombeiro que a salvou, antes que os fogos pudessem causar maiores danos.

Nani Moreira talvez seja a rainha que nasceu na comunidade com maior prestígio de todos os tempos no carnaval paulistano.
Em seus anos na Mocidade, Nani comemorou vários três títulos.

 

Se despediu do posto em 2010 e voltou a escola em 2013 como um dos destaques da comissão de frente, e como costuma trazer muita sorte para agremiação, foi campeã também em 2013.

Com seu estilo próprio tocando tamborim, conquistou o Brasil quando foi eleita melhor Rainha no “Fantástico, da Rede Globo”.

Por Waldir Tavares / Fotos Divulgação

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